São Paulo - O Foods and Drugs Administration (FDA) aprovou recentemente o uso do medicamento infliximabe, comercialmente conhecido como Remicade, da Schering-Plough, para o tratamento de psoríase de moderada a grave. A droga já tem uso liberado em outros 72 países e é utilizada para o tratamento de outras doenças como artrite reumatóide e espondilite anquilosante. Esse medicamento biológico atua inibindo a citocina TNF, que é a substância responsável pela progressão de doenças auto-imunes, a exemplo da psoríase. O bloqueio dessa citocina proporciona melhora nas lesões da pele e redução dos sintomas. A provação do FDA foi baseada em dois estudos, o Express e o Spirit. Eles avaliaram a eficiência do Remicade em casos de psoríase de moderada a grave, em placas que atingiam pelo menos 10% da superfície do corpo.
Cerca de 9 a cada 10 pacientes tiveram melhora de 75% dos sinais e sintomas depois de 10 semanas. Isso mantendo-se até o final do tratamento. A melhora foi comprovada no longo prazo com aplicação de doses de manutenção a cada dois meses. Aqui no Brasil ele é aprovado para psoríase e artrite psoriática desde maio. Sua eficiência já foi atestada por um grupo de médicos do departamento de dermatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Como conta o dermatologista Luiz Guilherme Martins Castro, que participou desse grupo e apresentou o resultado no Congresso Europeu de Dermatologia deste ano, foi acompanhada a evolução de sete pacientes, submetidos a tratamento exclusivo com o Remicade. ''Depois de duas semanas, já foi possível notar uma melhora sem qualquer mudança na qualidade de vida dessas pessoas''.
Esses pacientes receberam três doses do medicamento, sendo a segunda após 15 dias e a terceira a após 30 dias, contados a partir da segunda aplicação. ''Ao final do tratamento, alguns se adaptaram a terapias mais baratas, alguns precisaram da manutenção e outros tiveram remissão total'', informa Castro. Mas é bom ressaltar que essa remissão total não é a cura e ainda não se sabe dizer por quanto tempo irá durar.
Por se tratar de uma aprovação recente para psoríase, o medicamento está sendo utilizado com cautela. Não existe indicação para casos leves da doenças. A utilização só deve ser feita em casos extensos. A cautela também pode ser aplicada por conta do custo. Casa dose pode custar entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. (V.C./AE)

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