Curitiba - Os médicos Eldo Ern e Cristina Cerniak se defendem afirmando que usavam o medicamento somente em mulheres que estavam ansiosas, quando já estava na hora de a criança nascer, porém as contrações não vinham. Cristina argumenta que estimular as contrações evita um grande número de cesarianas. ''Aplicamos o remédio com base em um estudo de uma universidade paulista'', explicou a médica. Ela ressaltou ainda que sempre teve o aval das pacientes e que o Cytotec nunca foi usado em gravidez saudável antes de se completar os nove meses.
Quanto ao fato de o uso do remédio não constar dos prontuários, Cristina explicou que essa foi a orientação dada pela farmácia do hospital. Os médicos negam a dupla cobrança e afirmam nunca terem recebido nada do SUS. Eles explicaram ainda que induziam os partos para o plantão deles porque já tinham um relacionamento com as pacientes, que preferiam ter seus bebês pelas mãos deles. Os dois se dizem ''indignados por estarem afastados do hospital, acusando o provedor de arbitrariedade''.

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