Curitiba - A Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná (Sogipa) está esperando a intimação oficial da Justiça para se pronunciar sobre o caso dos médicos Eldo Ern e Cristina Cerniak. O casal de médicos está sendo acusado pelo Ministério Público de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, de usar o medicamento abortivo Cytotec para adiantar partos, que eram feitos em seus plantões, revertando assim o pagamento dos procedimentos para eles.
Um juiz do município já concedeu liminar a uma primeira ação ajuizada pelo MP, que pedia a proibição da entrada dos médicos no Hospital e Maternidade São José dos Pinhais, onde eram feitas as aplicações do medicamento nas gestantes. Na decisão, o juiz também requisitou um parecer oficial da Sogipa sobre o uso do Cytotec na indução de partos.
Segundo o presidente da Sogipa, Denis José Nascimento, o medicamento é um grande aliado dos obstetras quando usado de mameira adequada. Ele preferiu não opinar sobre o caso dos médicos de São José. Porém, ressaltou que uma paciente que tem seu parto induzido por Cytotec deve ser cuidadosamente assistida devido à possibilidade de ocorrência de alguns efeitos adversos, que podem ser frequentes e intensas contrações, que podem acarretar em sofrimento fetal e hemorragia na mulher.
Ern disse ontem à Folha que ele e Cristina vão contestar na Justiça a proibição de realizar procedimentos no hospital. ''Os fatos não são como estão sendo mostrados'', argumentou. Quando à sidicância que o Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu para apurar o caso, Ern se diz tranquilo, pois ''o conselho vai requisitar os documentos e esclarecer o caso''. O médico disse ainda que está recebendo o apoio de várias pacientes, que vão depor a seu favor e de Cristina.

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