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GERAL

m de leitura Atualizado em 13/07/2022, 15:27

Uso de camisinha em relações sexuais cai de 72,5% para 59%

A redução foi mais acentuada entre os alunos da rede pública do que entre os jovens de instituições privadas

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de julho de 2022

Leonardo Vieceli – Folhapress
AUTOR autor do artigo

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Rio - Ao longo de uma década, o percentual de adolescentes que usaram camisinha em relações sexuais recuou nas metrópoles brasileiras, aponta análise divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Entre as garotas, o percentual que relatou uso de preservativo recuou de 69,1% para 53,5%; no caso dos garotos, a queda foi de 74,1% para 62,8% Entre as garotas, o percentual que relatou uso de preservativo recuou de 69,1% para 53,5%; no caso dos garotos, a queda foi de 74,1% para 62,8%
Entre as garotas, o percentual que relatou uso de preservativo recuou de 69,1% para 53,5%; no caso dos garotos, a queda foi de 74,1% para 62,8% |  Foto: iStock
 

 O levantamento em questão avalia indicadores da série histórica da PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), que contempla o período de 2009 a 2019. Os dados divulgados abrangem estudantes do 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série) das redes pública e privada nas capitais.  

De 2009 para 2019, entre os jovens que já haviam iniciado a vida sexual, o percentual que relatou uso de camisinha na última relação caiu de 72,5% para 59%.  

"Esse é um resultado que expressa preocupação, pois a tendência segue uma direção que indica maior exposição aos riscos", diz a análise, que chama atenção para as ameaças de doenças sexualmente transmissíveis e casos de gravidez precoce. "Com efeito, há necessidade de ampliar e/ou fortalecer ações de orientação aos adolescentes às práticas sexuais seguras", acrescenta.  

Entre as garotas, o percentual que relatou uso de preservativo nas relações com parceiros recuou de 69,1% para 53,5% entre 2009 e 2019. No caso dos garotos, a queda apurada foi de 74,1% para 62,8% no mesmo período.  

A PeNSE já teve quatro edições: 2009, 2012, 2015 e 2019. O percentual de uso de algum método de prevenção de gravidez - camisinha e outros- também caiu. Passou de 79,6% em 2012, ano inicial da série desse indicador, para 69,6% em 2019. 

 A redução foi mais acentuada entre os alunos da rede pública (de 79,5% para 69,1%) do que entre os jovens de instituições privadas (de 80,3% para 72,3%). A análise aponta que o 9º ano do ensino fundamental reúne 90% dos estudantes com idades de 13 a 15 anos, "período em que tem se dado a iniciação sexual para grande parte de meninos e meninas".  

Em 2009, 27,9% dos alunos desse nível nas capitais já tinham tido relações sexuais. Em 2019, o percentual alcançou 28,5%. Entre as meninas, a fatia aumentou de 16,9% para 22,6%. No caso dos meninos, caiu de 40,2% para 34,6% em igual intervalo. 

 O levantamento traz ainda outros indicadores sobre a saúde dos adolescentes, como o consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e outras drogas.  

O percentual de estudantes do 9º ano do ensino fundamental que fumaram cigarro alguma vez na vida recuou de 22,9% para 21% entre 2009 e 2019.  

A fatia que experimentou bebida alcoólica cresceu de 52,9% em 2012 para 63,2% em 2019. Esse aumento foi mais intenso entre as meninas. Elas saíram de 55% em 2012 para 67,4% em 2019. Entre os meninos, o indicador pulou de 50,4% para 58,8% em igual período.  

Já o percentual de alunos do 9º ano que usaram outras drogas alguma vez na vida subiu de 8,2% em 2009 para 12,1% em 2019. 

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