Curitiba- A Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba conseguiu uma trégua junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e à Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público (MP) estadual para utilizar parte da área de ampliação do Aterro Sanitário da Caximba. A Prefeitura de Curitiba não tem licença ambiental para operar a nova área, pois as obras ainda não foram concluídas. No entanto, o risco de uma situação de calamidade pública, diante da falta de local para depositar as 2,4 mil toneladas diárias de resíduos coletados em Curitiba e em 14 municípios da região metropolitana, levou os órgãos a cederem.
O acordo foi firmado no final da tarde de ontem. Segundo o presidente do IAP, Rasca Rodrigues, foram estabelecidos novos prazos para que a Prefeitura de Curitiba cumpra todos os itens do termo de ajustamento de conduta assinado no final do ano passado. O não cumprimento implicará em multa de R$ 1,790 milhão, além de R$ 10 mil diárias pelo não atendimento a cada um dos itens do acordo, o que envolve um plano de gerenciamento dos resíduos, monitoramento mensal do chorume (líquido resultante da decomposição) e o aumento na eficiência do tratamento desses efluentes.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Sérgio Rasera, a previsão era de que as obras de ampliação (mais 51 mil metros quadrados) estivessem concluídas até a semana passada. As chuvas no início do ano, segundo ele, comprometeram os trabalhos. O novo prazo é de 60 dias.
Para Rasera, o maior ganho no acordo firmado ontem foi o trabalho conjunto entre os órgãos ambientais e prefeituras para que todos os municípios estabeleçam políticas de reciclagem. Segundo ele, em Curitiba, 20% dos resíduos recicláveis deixam de ir para o aterro. Essa medida permitiu ampliar a capacidade de uso do Aterro da Caximba em quatro anos.

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