Rio- O uso das águas é ainda um dos problemas ambientais do país especialmente nos grandes centros. Não houve avanço na poluição de rios e lagoas nos últimos anos e o Tietê se manteve como o mais poluído do país, ao lado do Iguaçu (Curitiba). Nenhuma das águas de rios analisadas atingiu o nível ''ótimo''.
Judicael Cleverário Júnior, técnico do IBGE, disse que o problema não é a carência de água nas grandes metrópoles pois quase todas têm grandes reservatórios em seus entornos, mas sim a poluição industrial e contaminação por esgotos dos mananciais. Como exemplo, ele citou São Paulo e Recife, capitais cortadas por alguns rios de grande porte, como o Tietê e o Capiberibe.
O estudo analisou ainda a água de praias do litoral brasileiro. A qualidade da água de algumas praias analisadas tende a melhorar como Copacabana, no Rio de Janeiro, e Toninhas, em Ubatuba (SP). O motivo seria a ampliação de sistemas de coleta e tratamento de esgotos locais.
A qualidade do ar melhorou ou estagnou em alguns lugares. Segundo o IBGE, a poluição nos grandes centros cai ou se estaciona de 1995 a 2006 especialmente o total de partículas e as inaláveis. Em São Paulo, porém, aumentou ligeiramente o número de dias ao ano em que a poluição do ar superou o limite, passando de 158 em 2005 para 168 em 2006. Ou seja, uma violação a cada dois dias. Na contramão dos demais, o ozônio foi um dos únicos poluentes cuja emissão aumentou nos grandes centros urbanos.
No campo das boas notícias, no entanto, as fontes renováveis de energia aumentaram de 41% para 45,1% da matriz. Faltam, porém, ainda importantes ações na área ambiental, como a construção de um depósito definitivo para material radioativo de Angra 1 e 2.
Segundo o IBGE, a quantidade de fertilizantes vendidos no país disparou 104% -de 69,4 kg/hectare em 1992 a 141,4 kg/hectare em 2006. O dado positivo é que elevou a produtividade agrícola. Minas Gerais é o recordista no uso de fertilizantes. Já São Paulo é o que mais utiliza agrotóxicos.(Folhapress)

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