São Paulo, 21 (AE) - Cerca de 170 produtores do setor sucroalcooleiro da região Centro-sul criaram hoje a Bolsa Brasileira de álcool (BBA), com o objetivo de regular a comercialização de álcool no Brasil. Segundo Paulo Avelino de Souza Costa, diretor comercial da BBA, a bolsa vai funcionar como um "pool" de comercialização de álcool de cerca de 88% da produção do Centro-Sul.
Costa explica que a BBA foi criada para ordenar a oferta de álcool e assim proporcionar uma maior estabilidade de preços para o produtor. "É um esforço da iniciativa privada para que, juntamente com os leilões de compra de álcool do governo, ocorra um melhor ordenamento na oferta do álcool", disse.
Segundo ele, apenas os leilões do governo não serão suficientes para que ocorra uma redução significativa nos estoques de álcool e uma recuperação dos preços. "Hoje existe um desequilíbrio entre oferta e demanda de álcool no Brasil. O álcool é produzido em seis meses e consumido em 12 meses. Portanto, deve ser vendido também durante 12 meses e não todo o estoque de uma só vez, o que derruba os preços", explica.
A bolsa deverá fazer este papel de regulação. Segundo Costa, através da BBA, cada usina participante terá cotas e as vendas para as distribuidoras serão feitas através de leilões.
A bolsa começa a funcionar já nesta segunda-feira com a oferta de 200 milhões de litros para o mês de junho. O diretor explica que, num primeiro momento, os leilões serão realizados em uma mesa de operações mas dentro de 30 a 60 dias, os leilões serão eletrônicos, provavelmente utilizando os serviços do Banco do Brasil.
Costa disse também que esta primeira oferta de 200 milhões de litros será um teste para sentir a demanda do mercado. "De acordo com a demanda das distribuidoras, reajustaremos as ofertas", disse.

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