Rio de Janeiro, RJ - O município de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, ganhou ontem uma usina com tecnologia inédita no país e totalmente nacional para a desidratação do lixo. A usina vai reduzir em 80% o volume de lixo residencial jogado no aterro sanitário. As informações são da Agência Brasil.
Localizada no Aterro do Céu, a Usina de Reciclagem e Desidratação de Resíduos Sólidos foi inaugurada pelo prefeito de Niterói, Godofredo Pinto. Segundo o assessor de imprensa da prefeitura, Vinicius Martins, a usina tem capacidade de processar 250 toneladas de lixo por dia, o que representa a metade do lixo domiciliar coletado na cidade, de 470 toneladas diárias.
A obra foi possível graças à utilização, pela prefeitura, de parte da multa de R$ 1 milhão cobrada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) à Petrobras pelo vazamento de óleo na Baía de Guanabara em 2000. A usina de desidratação funciona junto à usina de separação e trituração de lixo que começou a ser construída pelo governo do estado em 1998, dentro do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. As obras, porém, foram abandonadas pelo governo fluminense e retomadas pelo executivo municipal após perícia da justiça, sendo então modernizadas.
A primeira fase dos trabalhos permite a transformação do lixo em um novo produto. Na segunda etapa, a meta é o reaproveitamento, pelas indústrias, da massa sem cheiro obtida a partir da desidratação.
De acordo com Vinicius Martins, a idéia é reduzir o custo operacional da prefeitura, com a possibilidade, inclusive, de geração de dinheiro para o caixa municipal.
O engenheiro eletrônico Jorge Carvalho, autor do projeto, explicou que a tecnologia inédita adotada na usina transforma seis caminhões de lixo em apenas um de sobras de lixo desidratado, reduzindo praticamente a zero a carga orgânica.

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