Usina São Francisco investe R$ 10 milhões em açúcar puro
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segunda-feira, 18 de outubro de 1999
Por Rosângela Capozoli 
São Paulo, 19 (AE) - A Usina São Francisco, maior produtora e exportadora de açúcar orgânico do mundo, investiu R$10 milhões no desenvolvimento do Native.
Trata-se de um açúcar 100% puro, podendo ser usado em pratos doces e bebidas quentes e frias. Em duas versões, claro e dourado, as características são resultados do processamento agrícola e industrial e não são usados produtos químicos.
A usina é a primeira ecológica do mundo e pioneira na produção e exportação de açúcar orgânico. Produtora de açucar, álcool, levedura seca e energia elétrica, desde os anos 80, adota métodos que buscam integrar a produção agrícola e industrial sem danificar o meio ambiente.
O primeiro lote de açúcar orgânico, produzido em 1997, atingiu 1,6 mil toneladas. Em 1998, o volume chegou a 4 mil toneladas. A estimativa para este ano é de 23 mil, meta que a usina estimava para 2001. Deste total, 12 mil toneladas serão absorvidas pelo mercado interno e o restante, destinado a exportação. É o primeiro açúcar produzido em escala industrial no Brasil e exportado para cinco continentes e consumido em 18 países, como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Suíça, entre outros.
A capacidade instalada da usina é de 70 mil toneladas/ano. Em 1998, a empresa obteve uma receita líquida da ordem de R$ 82,6 milhões e projeta para 1999 um faturamento de R$103 milhões. O grupo deve processar cerca de 211 mil toneladas de açúcar e 137 milhões de litros de álcool (amido e hidratado).
As duas usinas estão localizadas em Sertãozinho, próximo a Ribeirão Preto (SP), a maior região produtora de cana do País, responsável por 24% da produção de açúcar consumido pelo mercado brasileiro.
A organização Balbo é presidida por Menezis Balbo e foi fundada em 1946. Dez anos depois, incorporou a Usina São Francisco.
Projeto Cana Verde - O projeto Cana Verde começou a ser desenvolvido em 1986 pela Usina São Francisco para produção deste tipo de açúcar. Para defender a plantação do ataque das pragas, como a broca de cana, são usados defensivos naturais, como uma pequena vespa, criada no laboratório entomológico da usina. As doenças são evitadas com o uso de variedades de cana naturalmente resistente. A usina mantém um viveiro capaz de produzir 30 mil mudas de espécies nativas por ano.


