Usina pede reintegração de posse
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terça-feira, 20 de abril de 2010
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
A direção da Usina Central de Porecatu, pertencente ao grupo Atalla, entrou ontem com pedido de reintegração de posse da fazenda Jaborandi, mais conhecida como Marrecas, que fica entre as cidades de Porecatu e Florestópolis. O local foi ocupado por militantes da Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), no último sábado, por cerca de 300 pessoas.
Segundo o gerente administrativo da usina, José Aparecido Batinga, além da ocupação, o grupo teria incendiado criminalmente no domingo uma área de 1,2 mil hectares de cana-de-açúcar e um trator da empresa. ''Isso corresponde a aproximadamente 120 toneladas de cana. Estimamos que o prejuízo seja de R$ 20 milhões, considerando o produto final como açúcar e álcool'', aponta.
Conforme Batinga, funcionários da empresa viram homens em motos colocando fogo na plantação. ''Esses homens estavam, inclusive, munidos de armas que mostravam para intimidar os funcionários, que nos relataram que tinham de oito a dez motos ateando fogo na cana. Além disso, colocaram fogo em área ambiental.'' Os boletins de ocorrência da ocupação e do suposto incêndio foram feitos na delegacia de Porecatu.
Um dos líderes da Contag, Cláudio Fernandes, disse que o incêndio não foi causado pelos militantes que estão na fazenda Marrecas. ''Foram os próprios funcionários da empresa que fizeram isso. Eles atearam fogo na cana velha que se alastrou em direção aos barracões do pessoal da Contag. Não foi ninguém do nosso grupo'', defendeu.
Ainda de acordo com ele, o incêndio ocorreu em outra fazenda, que fica a dez quilômetros de distância da fazenda Marrecas. ''Ficamos sabendo que foi um pequena área que pegou fogo, nada mais do que dez alqueires. Tudo isso aconteceu na fazenda Canaã, que fica a dez quilômetros de distância de onde estamos.''
A assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a fazenda em questão já foi vistoriada no final de 2008 e, no momento, o processo de obtenção de área está em fase de análise para reforma agrária. Não há previsão de quando o processo será concluído.


