Usina injetará R$ 3,8 milhões ao ano
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Lúcio Flávio Moura <br>Reportagem Local 
Telêmaco Borba - Os prefeitos eleitos de Telêmaco Borba e Ortigueira (Campos Gerais) vão ter um suplemento de R$ 3,8 milhões na receita em 2013 com a entrada em funcionamento da Usina Hidrelétrica de Mauá, instalada no Tibagi, rio que divide os dois municípios dos Campos Gerais.
O dinheiro extra começa a ser repassado no final deste mês, quando a operação comercial completa os primeiros 30 dias. O valor é referente aos royalties pagos pelo Consórcio Cruzeiro do Sul (junção da Copel com a Eletrosul) a título de indenização pelo uso dos recursos hídricos dos dois municípios.
De acordo com os cálculos da Copel, Ortigueira receberá R$ 2 milhões por ter cerca de 43 quilômetros quadrados alagados pelo reservatório, contra R$ 1,8 milhão (41 quilômetros quadrados) de Telêmaco Borba. O Estado terá uma parcela maior do repasse indenizatório do consórcio, R$ 4,7 milhões.
''Pretendemos investir estes recursos em infraestrutura e em segurança, dois setores nos quais temos mais carências'', afirmou o prefeito eleito de Telêmaco Borba, o produtor rural Luiz Carlos Gibson (PPS).
O novo prefeito, de 56 anos, disse que a prioridade é realizar benfeitorias nos 12 bairros que a cidade ganhou com o programa Minha Casa Minha Vida. ''Queremos fazer parcerias com a Sanepar e tentar ampliar a cobertura da rede de esgoto''.
Com 71 mil habitantes, Telêmaco também sofre com a escalada da criminalidade, de acordo com Gibson, o que justificaria a criação da Guarda Municipal. ''Pensamos num efetivo enxuto, de 40 homens, equipados apenas com armas não letais'', esclareceu.
Mas Gibson disse que a prioridade nos investimentos é oferecer atividades de complemento escolar com a prática esportiva nos bairros. ''Vamos construir quadras esportivas em várias regiões da cidade. Vamos investir nessa faixa etária'', prometeu.
Em Ortigueira, a nova prefeita, a empresária Lourdes Banach, de 43 anos, acredita que a prioridade do município é a instalação de uma unidade de atendimento hospitalar de emergência. Sem pronto-socorro, os moradores têm que se deslocar para Telêmaco Borba (55 quilômetros de distância), Ponta Grossa (130 km) ou Londrina (135 km). Há um hospital fechado na cidade e a prefeita quer recuperá-lo e equipá-lo para casos de urgência e emergência.
A prefeita também está preocupada com o impacto social que deve ocorrer com a instalação da nova planta da Klabin, que vai investir cerca de R$ 7 bilhões no empreendimento. ''Vamos conversar com o governo do Estado para fazer um plano de investimento em infraestrutura. Caso contrário, vamos ter muitos problemas durante a construção da fábrica'', acredita.
Antes mesmo de funcionar, Mauá, inaugurada na quarta-feira, trouxe renda para os dois municípios durante a construção, que consumiu R$ 1,4 bilhão, ocupou diretamente 2 mil trabalhadores e outros 4 mil indiretamente. Somente de Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), os municípios arrecadaram cerca de R$ 10 milhões.


