São Paulo, 31 (AE) - Uma das maiores hidrelétricas do Rio São Francisco, a de Sobradinho, com 1.050 megawatts de potência instalada, devido a falta de chuvas nos últimos meses tem água em apenas 25,2% de seu reservatório. O Nordeste já recebe hoje do Sul/Sudeste/Centro-Oeste, graças ao sistema interligado, uma carga de 500 megawatts diárias, durante o dia, para atender suas necessidades em energia.
Durante o horário de ponta no Sul/Sudeste/Centro-Oeste, é o Nordeste que manda para cá 500 megawatts. Lá onde anoitece mais tarde, não é necessário consumo elevado de energia no horário de pico do Sul, entre 18 e 20 horas. Além disto, hoje já há um aumento no consumo de energia por parte das indústrias, o que mostra que há um reaquecimento da economia. "Com a indústria voltando a consumir, há mais estabilidade no consumo de uma forma geral", disse o secretário Nacional de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Benedito Carraro.
O operador nacional do sistema mostra diariamente o volume de água armazenado nos reservatórios das hidrelétricas, e o de Sobradinho, na Bahia, no rio São Francisco, se destaca. Há um estudo que mostra que, sem chuvas, o reservatório poderá chegar ao início da estação de chuvas na região, em novembro, com apenas 15% de sua capacidade com água.
No segundo semestre de 1971 foi oficializada a escolha de Sobradinho, cerca de 500 quilômetros da nascente de Paulo Afonso
como o eixo da barragem que formaria o reservatório de regularização plurianual do rio. Em junho de 1973, foi iniciada a construção do aproveitamento hidrelétrico. Seu reservatório de regularização plurianual tem cerca de 320 quilômetros de extensão, 4.214 quilômetros quadrados de espelho dágua e 34,1 bilhões de metros cúbicos acumulados. A Usina de Sobradinho iniciou a operação no último trimestre de 1979.

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