Usiminas diz que governo pode ser facilitador de reestruturação do setor
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terça-feira, 26 de outubro de 1999
Por Rita Tavares 
Cubatão, SP, 27 (AE) - O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, disse hoje que o governo pode ser o "facilitador" para a restruturação do setor siderúrgico nacional, com uma possível fusão da Usiminas/Cosipa com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). "Esse é um bom caminho", afirmou, ponderando que o governo tem se mostrado sensível a acordos neste sentido em outros setores.
Segundo ele, o governo poderá ajudar desde que as empresas estejam interessadas na restruturação. Até o momento, o presidente da Usiminas disse não ter ocorrido conversas entre as empresas neste sentido, embora ele pessoalmente já tenha se manifestado publicamente a favor da fusão.
"A restruturação da siderurgia brasileira, em busca da competitividade internacional, é positiva", voltou a repetir Soares hoje, logo após participar da assinatura de um contrato de compra de assistência técnica da Cosipa e da Nippon Steel Corporation (NSC). "No caso do Brasil querer ser realmente um grande player no campo internacional, as três empresas (Usiminas
Cosipa e CSN) se complementariam muito bem, já que têm produtos diferenciados", completou Soares, sobre os méritos de uma possível fusão. O presidente da Usiminas ponderou, no entanto, que empresas internacionais, como a Gerdau, também já manifestaram interesse na compra da participação acionária do Grupo Vicunha na CSN. "As ações são de pessoas e portanto podem ser vendidas a qualquer momento para qualquer um", disse Soares
mostrando que uma união das empresas enfrenta esse tipo de barreiras.
Soares ponderou ainda que um entendimento, que vise a fusão das três siderúrgicas, teria ainda de contar com a concordância do próprio governo. "Temos de convencer os órgãos de controle de economia que um modelo como esse é vantajoso", afirmou referindo-se a uma possível discordância do Cade em relação à fusão das siderúrgicas.


