Usiminas cria joint-venture com Nippon Steel
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terça-feira, 18 de maio de 1999
Por Renato Andrade 
Belo Horizonte, 19 (AE) - A Usiminas e a Nippon Steel, maior siderúrgica do mundo, assinaram hoje o acordo definitivo para criação de uma joint-venture para fabricação de chapas galvanizadas por imersão a quente, que abastecerão o mercado automobilístico, de linha branca e construção civil. A unidade de galvanização será instalada dentro da unidade da Usiminas em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro. Serão investidos R$ 420 milhões no projeto. As duas siderúrgicas entrarão com 30% deste montante com recursos próprios, e o restante será financiado. Dos 30% em recursos próprios a Usiminas investirá 60% e a Nippon Steel os outros 40%. O restante dos recursos necessários serão financiados, parte pelo BNDES - cerca de R$ 73 milhões - parte pelo governo japonês e instituições estrangeiras.
A nova unidade de galvanização terá capacidade instalada de produção de 400 mil toneladas de bobinas por ano. A Usiminas já possui uma produção de 360 mil toneladas de bobinas eletrogalvanizadas, outro sistema de galvanização com custos um pouco superiores ao de imersão à quente. A nova unidade deve entrar em operação no segundo semestre de 2000. "No primeiro semestre de operação chegaremos a produzir entre 30% e 40% da capacidade da planta", ressalta o presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares.
A planta estará produzindo plenamente em 21 meses, a contar do início do segundo semestre do próximo ano. A aposta da Usiminas é a retomada de crescimento do mercado automobilístico, que vem nos últimos anos utilizando mais aços galvanizados. "Para se ter uma idéia o Monza antigo da GM utilizava 3% de aços galvanizados, já o Astra utiliza 93% deste tipo de aço", exemplifica o presidente da siderúrgica mineira. Ainda assim, com estas 400 mil toneladas de bobinas a mais, a direção da Usiminas espera, além de atender o mercado interno, exportar cerca de 30% de toda a sua produção de galvanizados. De acordo com os cenários traçados pela Usiminas, o mercado automobilístico brasileiro deve fechar este ano com uma produção de cerca de 1,4 milhões de veículos. "Devemos atingir a produção de 2,5 milhões de veículos em 2004 e 3 milhões de veículos em 2009", avalia Soares.


