Uruguai entra na última etapa pré-eleitoral
Montevidéu, 25 (AE-AP) - Os quatro principais candidatos para as eleições presidenciais de 31 de outubro se esforçaram hoje para consolidar suas posições, enquanto a esquerda agrupada ao redor da Frente Ampla aparece inamovível nas pesquisas.
Entretanto, tudo faz supor que a coalizão esquerdista e seu candidato, o cancerologista socialista Tabaré Vázquez, não reunirão a maioria absoluta (51%) para ganhar a presidência e deverão lutar no segundo turno previsto para 28 de novembro. Vázquez chegou a um teto de 35-36% nas consultas até agora.
Levando-se em conta estas circunstâncias, a luta por um segundo lugar tornou-se dramática entre o candidato do Partido Colorado governista e seu candidato Jorge Battle, e Luis A. Lacalle, candidato do Partido Nacional, que assegura ser ele um dos candidatos do segundo turno.
Battle, segundo as pesquisas, está em segundo lugar com uma média de 27% das intenções de voto, enquanto Lacalle, em ascensão, chega aos 22%. Cerca de 12% de eleitores potenciais ainda estão indecisos, o que poderá causar uma surpresa final.
O quarto candidato, Rafael Michelini, do Novo Espaço da social-democracia, não consegue sequer 5% das intenções de voto.
Na quinta-feira à noite acaba toda atividade da campanha eleitoral para que os eleitores possam refletir sobre as propostas distintas.
O ex-presidente Lacalle sustentou que foi uma campanha mais de ataques do que conteúdo e mostrou-se desapontado por seus rivais não terem aceitado polemizar publicamente suas propostas.
Vázquez, apoiado pelas pesquisas, está confiante numa vitória no primeiro turno.
O candidato esquerdista disse que "estes são momentos de mudanças no Cone Sul", logo depois de aludir ao triunfo eleitoral de Fernando De la Rúa nas eleições de ontem na Argentina.
"Ainda temos uma semana e vamos redobrar esforços para ganhar no primeiro turno", disse Vázquez, que hoje reúne-se com De la Rúa. Battle já se encontrou antes com o político argentino.





