Rio, 20 (AE) - O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor José Henrique Vilhena, está tentando obter do Ministério da Educação (MEC) a liberação de recursos, em caráter emergencial, para pagar uma dívida de cerca de R$ 8 milhões com a Light. A companhia, conforme ofício enviado à reitoria, havia decidido na última sexta-feira cortar o fornecimento de energia elétrica a partir de ontem (19), mas resolveu voltar atrás após pedido feito pelo reitor, que busca evitar que a instituição fique às escuras.
Segundo informações da assessoria de imprensa da UFRJ, a dívida, relativa a contas de luz atrasadas, era de cerca de R$ 11 milhões. Há três semanas, no entanto, Vilhena conseguiu pagar quase R$ 2 milhões para cobrir parte dos débitos. De acordo com a assessoria, Vilhena foi surpreendido com a decisão da Light de deixar a universidade às escuras, porque entendia que a instituição estava demonstrando esforço em quitar o total da dívida.
Transtornado depois de receber um comunicado da companhia informando a suspensão do fornecimento de energia na sexta-feira, o reitor fez um apelo à empresa para que ela reconsiderasse a decisão. Hoje, a Light, segundo informações da assessoria, confirmou que deu um prazo para a UFRJ para o pagamento da dívida. Vilhena iria se reunir, hoje, com o sub-reitor de área Financeira da UFRJ, Maurício Arouca, que esteve ontem no MEC para tratar do problema.
No Rio, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, disse hoje desconhecer qualquer problema emergencial da UFRJ. Ele reconheceu, no entanto, que o atual critério de distribuição de verbas do MEC prejudica algumas instituições, entre elas a UFRJ. "Estamos tratando de mudar os critérios e, na reunião realizada esta semana com todos os reitores de universidades federais, este foi o principal assunto".
Segundo informações da UFRJ, a instituição enfrenta uma situação financeira complicada por causa do reduzido repasse de recursos. Até este mês, a instituição havia recebido verbas relativas a sobras a pagar do orçamento do ano passado. Vilhena não quis dar entrevistas alegando que precisava reunir-se com o sub-reitor Arouca.

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