Urbs não tinha ordem para reajustar tarifa
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A Secretaria de Estado para Assuntos da Região Metropolitana de Curitiba órgão vinculado ao Governo do Paraná, que faz oposição à Prefeitura de Curitiba informou ontem que a Urbs, gerenciadora municipal do sistema, nunca teve autorização legal para aumentar o preço da passagem de ônibus nos 13 municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) que pertecem à Rede Integrada de Transporte (RIT). A tarifa de ônibus em Curitiba passou de R$ 1,65 para R$ 1,90 no domingo passado e voltou ao preço normal na terça-feira por decisão do prefeito em exercício, Beto Richa (PSDB).
O secretário para Assuntos Especias da Região Metropolitana, Edson Strapasson, afirmou que recebeu o comunicado do aumento na última sexta-feira e por isso os técnicos da Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) não tiveram tempo para analisar as planilhas. Ele garantiu que a Urbs nunca teve autorização para aumentar o preço, já que isso depende de decreto a ser assinado por ele e pelo governador. Disse ainda que mandou ofício à Urbs, cancelando o aumento, na segunda-feira.
Strapasson afirmou que a Comec tem dados suficientes para analisar se o reajuste é justificável. E acusa a Urbs de querer levantar a margem de lucro das empresas que fazem o transporte coletivo para recuperar as perdas pela recessão econômica.
A presidente da Urbs, Yára Eisenbach, afirmou que não tem nada a declarar sobre as afirmações de Strapasson.


