Curitiba- Está marcada para hoje à tarde a apresentação das planilhas referentes à tarifa do transporte coletivo de Curitiba ao prefeito em exercício, Beto Richa (PSDB). A Urbs diz que levou cinco dias para atender a solicitação de Beto porque precisava simplificar os dados técnicos. O secretário de Estado para Assuntos Metropolitanos, Edson Strapasson, responsável pelos ônibus da região metropolitana ligados à Rede Integrada de Trasnportes (RIT), levantou ontem suspeitas sobre os números da Urbs e afirmou que na segunda-feira a Coordenadoria da Região Metropolita (Comec) deve dar seu parecer sobre o aumento.
Beto Richa, que passa o cargo de prefeito para o presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), na próxima segunda-feira, informou, por meio de sua assessoria, que vai analisar com calma todos os dados para que a população não seja prejudicada. Isso significa que a decisão final sobre o preço da passagem de ônibus pode ficar para Derosso. Beto ressaltou que a decisão é dele ou do próximo prefeito e que a presidente da Urbs, Yára Einsenbach, está desautorizada a afirmar que a tarfia vai subir depois que ele analisar as planilhas, como fez na última segunda-feira.
Já Strapasson argumentou ontem que o fato de próprio prefeito ter cancelado o aumento da tarifa ''caracteriza um questionamento à veracidade dos números apresentados pela Urbs e que o caso só fortalece a tese de que a Urbs adota critérios subjetivos que provocam planilhas inchadas''. Para o secretário, a preocupação da Urbs está em ''apenas aumentar a margem de lucro dos empresários que fazem parte do sistema''. ''É hora de questionar se o empresariado não tem mais gordura para cortar porque o corte no trabalhador já atingiu o osso'', disse o secretário.
A Comec, segundo Strapasson, deve apresentar na próxima segunda-feira o seu levantamento dos custos para aumento na tarifa. ''Estamos aferindo o custo real do quilômetro rodado e qual a majoração ideal a partir da análise do aumento do combustível, pneu, manutenção e outros fatores que influenciam no custo do transporte'', explicou.
A Promotoria de Proteção do Patrimônio e Centro de Defesa do Consumidor, do Ministério Público (MP) estadual, recebeu ontem uma representação da bancada do PT na Câmara de Curitiba pedindo a apuração se o reajuste da tarifa no domingo foi ou não legal. O argumento é que o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) assinou o decreto autorizando o aumento sem o embasamento técnico das planilhas.
O aumento da tarifa do ônibus, que foi de 15,1% no último domingo, foi suspenso na última segunda-feira pelo prefeito interino sob o argumento de que ele não tomou conhecimento dos números que justificam o reajuste.

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