Rio - A transformação do Brasil, no meio do século passado, de país eminentemente rural para urbano, teve reflexo direto no perfil educacional na população. No mesmo período que as cidades cresceram, acelerou-se a queda nas taxas de analfabetismo. Hoje, o índice é cinco vezes menor do que há 80 anos e este é o dado mais significativo da análise da educação no século 20.
A urbanização fez aumentar o número de alunos, de escolas, de professores e de universidades. Não é coincidência, portanto, que a maior queda do analfabetismo tenha acontecido na década de 50, quando a transição do rural para o urbano se intensificou.
Apesar de todo avanço, o Brasil ainda tem 15,5 milhões de brasileiros analfabetos e 35 milhões de analfabetos funcionais. O problema ultrapassou o século 20 e hoje a alfabetização de adultos é apontada como uma das prioridades do governo federal. O Brasil ainda tem mau desempenho na comparação com outros países, inclusive da América Latina. Em analfabetismo, está atrás, por exemplo, da Venezuela, Colômbia, Costa Rica e Chile.

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