UPS é alvo de tiros; PM nega atentado
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2013
Paulo Monteiro<br>Equipe NossoDia 
Londrina - A marca no alambrado retorcido deixou nítido que ao menos um tiro atingiu a Unidade Paraná Seguro (UPS) do Jardim União da Vitória (zona sul de Londrina) na madrugada de ontem. Cerca de 20 disparos teriam sido ouvidos nas proximidades. Ninguém se feriu, mas um projétil ficou preso no arame da cerca, confirmou o capitão Nelson Villa Junior, porta-voz do 5° Batalhão de Polícia Militar. A unidade completando um ano de funcionamento na próxima semana.
Informações extraoficiais dão conta de que ocupantes de um carro teriam passado atirando pela Avenida Guilherme de Almeida, onde fica a UPS. Os policiais que faziam plantão ainda teriam revidado, mas ninguém foi detido ou identificado.
O capitão, no entanto, sustenta que os disparos teriam partido de outro local. "Na avenida não foram encontrados estojos de um possível atentado. Acreditamos que os disparos ocorreram no interior do bairro, o que não deixa claro que foram feitos contra a UPS", afirmou. "Independentemente disso consideramos a situação como um caso grave", completou Villa, adiantando que equipes patrulharam o bairro ontem com o objetivo de encontrar possíveis suspeitos.
A UPS está às vésperas de completar um ano de atividades no União da Vitória. A entrega ocorreu em 10 de dezembro de 2012. Na época, mais de 320 policiais cumpriram 36 mandados de busca e realizaram mais de 11 mil abordagens. A resposta ao projeto por parte dos moradores foi rápida. Nos dias seguintes, muitos elogiaram a aproximação dos militares e a redução das ocorrências.
No entanto, a presença da UPS não intimidou alguns criminosos. Só em novembro foram três assassinatos, incluindo um latrocínio no dia 28. O comerciante Clodoaldo Santos de Brito, de 32 anos, e a funcionária dele, Marta Pereira Carneiro, 26, foram mortos a golpes de faca por um ex-funcionário de Brito.
No início do mês, Fabiano Augusto Melo, de 20 anos, foi executado a tiros em frente à Unidade Básica de Saúde do bairro. A motivação seria o suposto envolvimento da vítima com o uso de drogas.


