UPP não evita fechamento de escolas
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Marco Antônio Martins<br>Folhapress 
Rio - O comércio e escolas na região do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio, amanheceram fechados na manhã de ontem. Cerca de 4,8 mil alunos ficaram sem aulas.
Apesar de ocupada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde abril do ano passado e, anteriormente, pelo Exército, o Complexo do Alemão e a Vila Cruzeiro viveram ontem sob ordem de traficantes instalados no interior da comunidade.
O comando das UPPs reforçou o policiamento, mas os comerciantes decidiram manter as suas lojas fechadas. O número de policiais enviados à favela não foi informado.
O problema na comunidade do Alemão começou na noite de anteontem, por volta das 21 horas. Houve uma intensa troca de tiros entre policiais e traficantes que resultou na morte de Anderson Simplício de Mendonça, de 29 anos, conhecido como Orelha.
Como há muito tempo não acontecia, moradores se esconderam em suas casas. Um deles chegou a protestar numa rede social: "Não dá para viver em paz em um lugar com criminosos armados".
O tiroteio não interrompeu o funcionamento do teleférico que atravessa as comunidades do Alemão.
Para o coronel da Polícia Militar do Rio Paulo Henrique de Moraes, comandante das UPPs, "o tráfico dominou a região durante anos, o que dificulta a mudança de paradigma" na região.


