Um grupo de pelo menos dez tutores da Unopar foi demitido da instituição nesta terça e quarta-feira. É o segundo corte em menos de um mês. Em abril, cerca de 100 tutores eletrônicos do sistema de Ensino a Distância (EAD) haviam sido desligados da empresa, controlada pelo grupo Kroton Educacional.

Desta vez, os cortes estariam relacionados a tutores de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O Sindicato dos Profissionais das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro) ainda não confirma o número exato de demissões, mas aguarda novas dispensas. O Sinpro já enviou ofício à Kroton e à Unopar solicitando uma reunião de emergência para sexta-feira (8). Caso não haja resposta das instituições, a convocação será feita com intermédio da delegacia do trabalho.

Uma das funcionárias demitidas, que preferiu não ser identificada, informou ao Bonde que os tutores foram avisados por telefone e e-mail sobre uma reunião com o departamento de Recursos Humanos. "Minha turma tem 25 pessoas e somente três até agora não foram avisados sobre esta reunião, marcada para os próximos dias com o RH". A tutora afirmou que as demissões já eram esperadas porque, na semana passada, o aparelho de cartão-ponto havia sido removido do local habitual. "Estava todo mundo com medo, esperto, por conta das outras demissões. Eles já tinham mudado a gente de lugar, da Tietê para a avenida São João. Depois a gente estranhou este episódio do cartão-ponto, e finalmente vieram os avisos e ligações".

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Unopar e do grupo Kroton, que informou não haver registro de demissões.

Após as primeiras demissões, em abril, o grupo enviou nota justificando que os cortes eram uma "reacomodação natural da modalidade de ensino a distância". "A decisão ocorreu por fatores administrativos diversos, como: desempenho individual, reestruturação e adequação de módulos", dizia a nota.

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