Exercícios que fortalecem o assoalho pélvico aliados aos que melhoram a respiração. É com essa combinação que uma pesquisa feita na Universidade Norte do Paraná (Unopar) pretende mostrar que o tratamento convencional da fisioterapia ginecológica pode ser ainda mais eficaz para quem sofre de incontinência urinária por esforço. O estudo tem início em março e será conduzido pelas alunas do quarto ano de fisioterapia Flávia Lima e Larissa Silveira Domingues, sob orientação das professoras Adriana Fontana Carvalho e Josiane Felcar.
O objetivo da pesquisa, segundo elas, é comprovar que o tratamento da incontinência urinária por esforço é melhor se também é tratada a respiração - ou seja, se além de fortalecer o períneo, também é fortalecido o diafragma. Não há literatura que comprove essa relação, mas se o períneo é considerado um ''assoalho'' onde se apóiam vísceras, bexiga e útero, o diafragma é considerado o ''teto''. ''Por isso é preciso harmonia para que tudo funcione direito'', explicam as estudantes.
O diafragma, diferentemente do períneo, não sofre ação de hormônios, mas se a respiração não é completa e o músculo não é usado na potência que poderia, explica Adriana, ''estamos deixando de usar um músculo que pode ser um fator a mais para sustentar o períneo''. ''A respiração também é importante porque a diminuição de oxigenação é uma das hipóteses levantadas para mulheres que sofrem de incontinência'', diz Josiane.
Outro ponto é que na incontinência urinária por esforço, tosses e espirros são frequentemente ''causa'' das escapadas de urina, porque o diafragma estendido pressiona a bexiga. Com os exercícios respiratórios, a intenção é que a pessoa aprenda a tossir e espirrar contraindo o períneo.
Durante quatro meses, as 20 mulheres voluntárias passarão por tratamento com a fisioterapia ginecológica, sendo que dez farão a terapia associada com os exercícios de respiração. Elas serão avaliadas antes e após o tratamento, através de exames de força muscular e de questionários de qualidade de vida. (C.P.)

Serviço:
Interessadas em participar do projeto podem se inscrever pelo telefone (43) 3371-7816.

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