Cem professores que trabalhavam como tutores eletrônicos no sistema de Ensino a Distância (EAD) da Unopar em Londrina foram demitidos pelo grupo Kroton Educacional. A informação foi confirmada ao Bonde nesta quinta-feira (9) por André Cunha, presidente do Sindicato dos Profissionais das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro). Segundo ele, a informação chegou ao sindicato na terça-feira (7). "Já enviamos ofício ao grupo Kroton pedindo informações a respeito das demissões", garantiu. Cunha também confirmou a demissão da pró-reitora do EAD da Unopar, Eliza Maria de Assis. "Os profissionais solicitam o agendamento para a rescisão dos contratos e o sindicato fica sabendo", completou.

O presidente do Sinpro afirmou que ainda é muito cedo para falar em demissões em massa. "A gente entende que as dispensas podem integrar algum tipo de reacomodação relacionada ao Fies", especulou Cunha. O sindicalista lembrou, ainda, que o grupo Kroton tem o costume de demitir tutores sempre quando módulos do EAD são concluídos. "O período de término de um módulo e início do seguinte sempre é marcado por demissões e novas contratações", observou.

Cunha garantiu, entretanto, que, dependendo da resposta do grupo Kroton, o sindicato vai agendar uma reunião na Justiça do Trabalho para discutir as demissões. "A gente pediu para a instituição informar quantas dispensas foram motivadas por pedidos dos próprios professores", acrescentou. Segundo ele, o sindicato não vai admitir demissões motivadas por redução de custos.

Atualmente, a Unopar conta com cerca de 1,3 mil tutores eletrônicos. Eles atendem turmas da universidade espalhadas pelo país inteiro. "São professores que dão suporte para o aluno do EAD. Eles corrigem trabalhos, cobram tarefas...", explicou André Cunha.

Procurada pelo Bonde na noite desta quinta-feira, a assessoria de imprensa da Unopar prometeu detalhar a situação, mas não respondeu até as 21h30 de hoje.

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