Curitiba - Estudantes universitários ligados à União Paranaense dos Estudantes (UPE) entregaram, ontem, ao secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, um abaixo-assinado com 50 mil assinaturas, para pedir agilidade na retomada dos vestibulares de nove cursos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que foram suspensos. Cerca de 40 mil assinaturas foram coletadas por acadêmicos de Umuarama, onde funcionam cinco dos nove cursos suspensos e o restante partiu da mobilização do Centro Acadêmico do curso de música, de Maringá.
De acordo com o coordenador-geral do Diretório Central Estudantil (DCE) da UEM, Arilton Cândido Freres, o secretário se comprometeu em concluir até o final deste mês, a avaliação dos cursos suspensos. ''Em hipótese alguma vamos aceitar como resposta o fechamento de qualquer curso'', ponderou. Em contrapartida, os estudantes disseram estar dispostos a participar das discussões para rever os projetos pedagógicos dos cursos novos para reduzir os custos de sua manutenção.
Por enquanto, a proposta mais consistente dos acadêmicos, segundo Freres, é reduzir o número de habilitações do curso de música são 14 no total para diminuir a necessidade de contratação de professores específicos. ''A maioria (das habilitações) não tem procura. Foi um equívoco no projeto pedagógico do curso'', afirmou.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, informou que a avaliação dos cursos será iniciada na próxima semana pela Universidade do Centro-Oeste (Unicentro), que teve 11 cursos suspensos, e, na sequência, os nove cursos da UEM, mas não comunicou prazos. Também tiveram cursos suspensos e que ainda serão avaliados, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e a Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste). Outros 15 cursos, que haviam sido suspensos, foram regularizados há pouco mais de duas semanas.
Algumas universidades estaduais ainda estão tendo dificuldades com falta de professores. O governo liberou a contratação de 690 docentes colaboradores, enquanto as instituições apontaram a necessidade de 1.314. A UEPG, por exemplo, que precisava 171 professores, conseguiu a liberação para 124 e não conseguiu preencher todas as vagas.
De acordo com o pró-reitor de Recursos Humanos da UEPG, Manfredo Doll, até agora, foram contratados 99 colaboradores. Doze dos 25 restantes estão em processo de seleção. A maior dificuldade é para as vagas de Enfermagem, pois, segundo ele, não houve candidatos inscritos na última convocação.
A Universidade Estadual de Londrina (UEL), que havia pedido 190 professores temporários e contratou 167, segundo a reitora Lygia Pupatto, conseguiu contornar a redução e não está tendo dificuldades.

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