Curitiba- Os alunos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) fecharam ontem simbolicamente as portas da universidade com papéis e marcharam em passeata até o centro da cidade, pedindo a contratação de professores, mais verbas e o não cancelamento do vestibular dos oito cursos que entraram na lista elaborada pelo governo estadual.
O protesto dos alunos da UEPG recepcionou os técnicos da comissão de verificação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que estiveram ontem na instituição avaliando denúncias administrativas. ''Ainda não tivemos nenhuma resposta por parte de ninguém. Nem sobre as avaliações, nem sobre a situação da universidade. Isso só deve acontecer na segunda-feira, depois que os reitores apresentarem as justificativas para a manutenção dos cursos ao governador'', afirmou Christiane Pereira, diretora da União Paranaense dos Estudantes (UPE) em Ponta Grossa. Ontem, os estudantes de direito da UEPG entraram com ação civil pública contra o governo do Estado pelo descaso com a universidade.
Na próxima segunda-feira, quando acontece a reunião semanal do secretariado, os reitores da UEPG, UEM, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade do Centro-oeste (Unicentro) e Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste) devem apresentar dossiês ao governador Roberto Requião (PMDB) mostrando a importância dos 43 cursos. Os alunos das universidades querem participar ativamente da reunião.
Os alunos da UEM e do ensino médio de Maringá vão se reunir hoje às 11 horas na universidade para iniciar um protesto que deve acabar na Praça Raposo Tavares (centro da cidade), onde está previsto um ato público. Os alunos esperam a confirmação da presença do prefeito de Maringá, João Ivo Caleffi (PT), que foi convidado a se unir aos estudantes na passeata. ''Na segunda-feira já temos uma reunião confirmada com o secretário Aldir Rizzi e estamos esperando que o governador, ou ao menos o vice-governador, confirme a participação também'', afirmou o coordenador geral do Diretório Central de Estudantes da UEM, Daniel Marcelino da Silva.

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