Brasília - A proposta do novo sistema de avaliação do ensino superior, divulgada ontem pelo Ministério da Educação, prevê a aplicação de duas provas para os universitários no lugar de uma, como acontece hoje. Será um exame no final do primeiro ano e outro no último ano do curso.
Cada curso será avaliado uma vez a cada três anos. Nessa ocasião, serão avaliados estudantes do primeiro e do último ano. É possível, portanto, que um estudante seja avaliado duas vezes ao longo do curso da mesma forma, pode-se obter um diploma sem passar pelo teste.
O Exame Nacional de Desempenho do Corpo Discente, que será aplicado no lugar do Provão, terá 70% das questões referentes ao conteúdo do curso e 30% relacionadas a conhecimentos da formação do aluno. Além disso, poderão ser usadas amostras aleatórias de estudantes para a aplicação das provas.
A principal diferença em relação ao atual Exame Nacional de Cursos (o Provão) aplicado a todos os formandos de cursos superiores avaliados anualmente pelo MEC será a importância da prova. Ela passará a ser um dos quatro itens que vão compor o Índice do Desenvolvimento do Ensino Superior (Ides).
Essas são algumas mudanças que constam na proposta de projeto de lei do novo Sistema Nacional de Avaliação e Progresso da Educação Superior, finalizada pelo MEC e apresentada ontem a cinco entidades que representam instituições públicas e privadas.
A medida recebeu apoio das cinco entidades, que representam a maioria das instituições, e da União Nacional dos Estudantes (UNE). Hoje a proposta será apresentada pelo ministro da Educação Cristovam Buarque aos senadores. Depois, ele encaminha o projeto de lei à Casa Civil, para enviá-lo ao Congresso.

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