São paulo, 20 (AE) - Há cerca de dez dias, o estudante Edmo Willian Sassaki Sato, de 20 anos, bateu o carro e ficou sem condução. Ontem (19) à noite, ele saiu da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde cursava o segundo ano e tomou um ônibus para levá-lo até o Jabaquara, na capital, onde morava. Sentou-se nos fundos. Quando o veículo passava pela Avenida Armando Arruda Pereira, tomou um tiro no tórax. Os assaltantes fugiram pela porta dos fundos, sem levar nada.
O motorista andou mais alguns metros e encostou o carro para pedir ajuda aos policiais militares. Sato chegou a ser removido para o Pronto-Socorro do Jabaquara, mas morreu logo depois. Assustados, os passageiros debandaram. As únicas pistas que deram aos PMs foi de que eram dois homens armados, um branco e um negro. Róbson de Oliveira, motorista da linha 288 (Ferrazópolis-Terminal do Jabaquara), da empresa Metra, é a única testemunha que compareceu ao 97.º Distrito Policial, onde o caso foi registrado. Ele não pôde ver nada, porque o ônibus, articulado, estava lotado e Sato ocupava um dos bancos da última fila.
O delegado titular do 97.º DP, Márcio Luiz Moraes Barros de Campos, fez hoje um apelo para que os passageiros que presenciaram o crime entrem em contato com o distrito pelo telefone 5588-4841 para prestar informações. Não é preciso identificar-se. Os bandidos que mataram Sato nem chegaram a tocar em sua carteira, com R$ 48,00, a habilitação de motorista e a carteirinha da FEI. Sua correntinha de prata também continuou no pescoço. A bolsa de nylon, com livros e cadernos, estava intacta. "Hoje estão matando sem motivos e está difícil para a polícia, apesar dos esforços do secretário", avaliou Campos. Ele não descarta, no entanto, a possibilidade de reação por parte do estudante.
Mas a polícia já tem uma pista. Uma hora e meia antes do assassinato, dois homens com as mesmas características, sequestraram um fotógrafo no km 16 da Avenida Imigrantes. Ele havia parado seu carro no acostamento e pretendia usar o banheiro de um posto de gasolina. Acabou rendido. Os bandidos, que aparentavam 25 anos e tinham 1,65 metro, entraram no carro da vítima, o ameaçaram e ainda fizeram roleta-russa. Quando chegaram à Avenida Armando Arruda Pereira, em frente ao prédio do Corpo de Bombeiros, resolveram descer. A dupla saiu andando tranquilamente, levando R$ 2,00, celular, relógio, porta-CD e uma blusa.

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