Agência Estado
De Brasília
Mais R$ 250 milhões vão ser emprestados este ano a universidades particulares pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra de equipamentos e a expansão de vagas. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, e o presidente do BNDES, Andrea Calabi, que assinaram termo aditivo elevando para R$ 500 milhões os recursos disponíveis para as instituições privadas. O governo também criou regras para facilitar o empréstimo às instituições públicas, que ainda não foram atendidas pelo BNDES, apesar da linha de crédito de R$ 250 milhões estar disponível desde 1997.
O financiamento é uma forma de o MEC auxiliar na correção de problemas das instituições de ensino. A Avaliação das Condições de Oferta divulgada na semana passada, por exemplo, mostrou que 73% dos cursos de jornalismo no País têm instalações consideradas insuficientes.
Com o termo aditivo, o Programa de Recuperação e Ampliação dos Meios Físicos das Instituições de Ensino Superior Públicas e Privadas atingiu a soma de R$ 750 milhões, dos quais apenas R$ 250 milhões destinam-se a empréstimos para universidades públicas.
Vinte instituições particulares já receberam R$ 175 milhões do BNDES. Outras 20 dependem apenas da aprovação do BNDES, enquanto os projetos de 37 instituições tramitam no MEC. Segundo a Secretaria de Educação Superior, os investimentos realizados graças ao programa permitiram a criação de 93 mil vagas na rede particular.
Seis instituições federais e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) já receberam o aval do MEC.
Além delas, apenas 12 instituições públicas apresentaram planos para ter acesso ao empréstimo. Os projetos ainda tramitam no MEC. Paulo Renato garantiu que os pedidos aprovados pelo ministério serão atendidos, pois estão dentro do novo limite de endividamento do setor público para o ano 2000.
As instituições federais que também esperam a decisão do BNDES são: Universidade Federal de Minas (R$ 51 milhões); Universidade de Brasília (R$ 18 milhões); Universidade do Rio – UniRio (R$ 26 milhões); Universidade Federal do Rio Grande do Norte (R$ 6,8 milhões); e Universidade Federal de Pelotas (R$ 1 5 milhão).
O presidente do BNDES, no entanto, não soube dizer quando as instituições públicas receberão os empréstimos.

Paulo Renato criticou as universidades públicas por não recorrer ao seu patrimônio ocioso ou desvinculado de funções acadêmicas para realizar investimentos.

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