Universidades produzirão genéricos
Da Redação
O Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Medicamentos e Cosméticos (Lepemc) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), pretende produzir genéricos. O Lepemc produz seis medicamentos, que já estão passando por análise de laboratórios credenciados pelo Ministério da Saúde. A análise de cada item custa R$ 50 mil. Mas temos que apostar nesse investimento, explica a farmacêutica Sóstenes Rosa Valentini, responsável pelo laboratório.
Ela explica que apesar do Lepemc só comercializar com o setor público, via secretarias de saúde de municípios e do Estado, é importante a produção dos genéricos. O laboratório da UEM produz dipirona e metoclopramida em solução oral, cloreto de sódio em solução nasal e comprimidos de AAS 100 mg, AAS 500 mg e de sulfametoxiazol mais primeprim. São 15 mil unidades de solução oral e 100 mil comprimidos por dia. Mas temos estrutura para ampliar a produção.
Também o Laboratório de Produção de Medicamentos (LPM) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem interesse no setor. O diretor do laboratório, Francisco Eugênio Alves de Souza, informa que já pediu orientações à Associação de Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil para verificar o que deve ser feito para começar a produção. Já começamos a fazer adequações e estamos nos preparando para entrar com um pedido de registro de genéricos.
Os laboratórios oficiais têm dois anos (contados a partir de janeiro deste ano) para se adaptar e escolher entre a nomenclatura genérica ou similar. Enquanto não faz a mudança, o LPM alterou o rótulo, que antes vinha com o nome genérico. Souza explica que até janeiro os medicamentos podiam vir com a denominação genérica. Com a recente liberação dos genéricos, o laboratório traz, agora, as iniciais LPM antes do nome dos medicamentos.
A produção do laboratório da UEL é de cerca de 33 milhões de comprimidos por ano. Entre os itens fabricados estão antiparasitários, analgésicos, anticonvulsionantes e broncodilatadores.
Distribuição Os três primeiros medicamentos genéricos foram distribuídos ontem às farmácias de Londrina e região. Fabricados pelo laboratório EMS, os remédios Ampicilina (correspondente ao Amplacilina), Cefalexina (Keflex) e Ranitidina (Antak) chegam ao mercado com um preço cerca de 44% mais barato que os de marca.
Em Curitiba, chegaram ontem a algumas farmácias os seis remédios genéricos liberados pelo Ministério da Saúde. De acordo com o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sindifarma), Ângelo Batista, existe interesse do setor em adquirir esses medicamentos. Ele estima que até a próxima semana as duas mil farmácias de Curitiba estejam abastecidas com estes produtos. (Colaboraram Marcos Zanatta, de Maringá, Lucília Okamura, de Londrina, e Israel Reinstein, de Curitiba)





