Curitiba - Pelo atual sistema de avaliação do Ministério da Educação (MEC), as instituições de ensino superior paranaenses se saíram, teoricamente, bem na média geral do Exame Nacional de Cursos (ENC-Provão). O relatório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao MEC, divulgado ontem, apontou que os estados da Região Sul concentraram o maior índice de cursos com conceito A ou B (35,3%) e o menor percentual de cursos com conceituações D ou E (20,4%). Mais de 423 mil formandos de quase 8,9 mil cursos de todo o País participaram do Provão, realizado em julho.
De acordo com a assessoria de imprensa do Inep, das 26 áreas do conhecimento que participaram do Provão de 2003, apenas duas obtiveram média geral acima de 50, numa escala de zero a 100. No conjunto dos cursos de odontologia, a nota média foi 56 e de fonoaudiologia, 55,7. Outras cinco áreas tiveram pontuação entre 40 e 50 e as demais, abaixo de 40. A menor média foi registrada em letras (19,7).
A maioria dos cursos das instituições federais de ensino superior obteve os melhores conceitos no Provão. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) se enquadra nesse percentual. Dos 26 cursos avaliados pelo Provão, 14 tiveram conceito A e quatro B. Na totalidade dos cursos que participaram do exame, 52,5% ficaram com conceito A ou B e 17,3%, com D ou E. Por outro lado, do conjunto dos cursos da rede privada, segundo relatório do Inep, 19,3% alcançaram os dois mais elevados patamares e 30,9% localizam-se nos mais baixos.
Na categoria de universidades públicas estaduais, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Cascavel, é um exemplo das instituições que ficaram com boa conceituação. Em mais da metade dos cursos avaliados, a Unioeste obteve conceito A: administração, ciências biológicas, enfermagem, farmácia, letras e matemática. Dois deles engenharia civil e odontologia ficaram com B e outros dois economia e medicina atingiram conceito C. Apenas o curso de pedagogia teve conceituação menor (D).
Apenas cinco dos 19 cursos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná uma das maiores instituições privadas do Estado avaliados pelo Provão obtiveram conceito A. Outros três cursos ficaram com B e a maioria deles 11 cursos classificou-se nos conceitos C e D.
Os cursos dos centros tecnológicos de educação tiveram um elevado porcentual de conceitos A ou B, representando 44,4% do total nesse tipo de instituição. Segundo o Inep, o Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), ficou com conceito A no curso de mecânica, e B nos cursos de engenharia civil e engenharia elétrica.
O Provão de 2003 contesta a crença de que os filhos dos ricos estão nas universidades públicas e os dos pobres, nas particulares. Dos formandos das públicas que participaram do exame, 70,8% são de famílias com renda inferior a R$ 2,4 mil. Acima deste valor estão 29,1%. Já nas privadas este porcentual é de 41,6%. Segundo o levantamento, 26,5% dos estudantes com renda familiar até R$ 720 estão nas públicas. As privadas têm apenas 12,9% de estudantes com tal renda familiar. (Com Agência Estado)

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