Universidades fazem dia de advertência
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quarta-feira, 13 de abril de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Professores, alunos e funcionários técnico-administrativos das universidades estaduais de Cascavel (Unioeste), de Ponta Grossa (UEPG) e de Guarapuava (Unicentro) fazem hoje uma paralisação de advertência para chamar a atenção da opinão pública e do governo do Estado para a necessidade do reajuste salarial. ''Queremos mostrar nossa indignação com a política estadual para o ensino superior'', afirmou o presidente do Sindicato dos Docentes da Unioeste (Adunioeste), Luiz Fernando Reis.
Segundo Reis, os professores tiveram reajuste de 13,55% nos últimos oito anos, enquanto a inflação acumulada no período foi de 81,13%, o que para a classe representa uma perda de aproximadamente 60%. Para ele, a não valorização dos docentes provocará um ''esvaziamento'' de professores titulados das universidades. Segundo levantamento do sindicato, desde janeiro de 2003 até março último, 153 professores se desligaram da Unioeste: 36% deles, mestres e doutores.
Outras reivindicações são a aprovação de plano de carreira para servidores técnicos e a ampliação das universidades. De acordo com o sindicalista, os professores não querem apelar para greve por tempo indeterminado, mas essa deverá ser a próxima estratégia, caso o governo não sinalize com aumento até o final deste mês.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade de Londrina (UEL) não aderiram à paralisação. Segundo a secretária de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores de Ensino Superior de Maringá (Sintemar), Jose Brás, as negociações com o governo do Estado estão em andamento e, por isso, não há razão para o movimento. Ela afirmou que os funcionários da UEM já tiveram um abono de R$ 300,00, que deverá ser incorporado ao salário a partir da implantação do plano de carreira e os professores deverão ter uma reposição salarial em breve.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior informou que apenas o secretário Aldair Rizzi, que estava em viagem, poderia comentar as reivindicações dos docentes.


