Universidades ampliam vagas para índios
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de fevereiro de 2006
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Curitiba Acontece de hoje até quinta-feira o vestibular índigena no campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A novidade este ano é o aumento na cota social de vagas de 18 para 36 nas universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG), Londrina (UEL), Maringá (UEM), Oeste (Unioeste), Centro-Oeste (Unicentro) e Jacarezinho (Unespar). A Universidade Federal do Paraná (UFPR) mantém a oferta de cinco vagas para índigenas. O aumento das vagas foi determinado este mês através de decreto do governador Roberto Requião.
Na 5 edição do Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná os candidatos poderão optar, pela primeira vez, entre as provas de Língua Estrangeira Moderna (inglês ou espanhol) ou Língua Indígena (guarani e caingangue). ''Os índios já são alfabetizados na língua materna nas aldeias e essa medida tem papel fundamental no resgate e fortalecimento dos valores étnicos'', defende o assessor para assuntos índigenas do governo do Estado, Edívio Battistelli.
A Comissão Universidade para os Índios (Cuia) instituída pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) também conquistou outras evoluções no processo seletivo. De sexta-feira até ontem, os candidatos participaram de um curso preparatório com professores das instituições envolvidas. Nas estaduais, 72 índios disputam as 36 vagas e na UFPR, são 64 inscritos para 5 vagas.
Os candidatos vão receber uma bolsa de R$ R$ 270,00. Durante as provas, os candidatos terão direito a alojamento e alimentação no campus de Uvaranas.


