Universidade tenta repor professores aposentados
São Paulo, 09 (AE) - A Universidade de São Paulo (USP) está adotando políticas para repor os quadros aposentados, mas esse esforço não se tem tornado visível. A afirmação é do presidente da Comissão de Claros da universidade, Adolfo Melfi. Segundo ele, nos últimos cinco anos foram contratados 850 professores, mas, devido à quantidade elevada de aposentadorias, o "esforço não aparece".
"Não conhecia o problema dos alunos da história e da geografia, mas vamos verificar e tomar as providências necessárias", afirma Melfi. Para ele, é um caso isolado e não falta professores na USP. Boa parte dos docentes, no entanto, tem sido contratada em regime parcial. "Nas unidades que têm pesquisa consolidada, há sobrecarga didática. É preciso contratar profissionais para dividir a carga das aulas", explica Melfi.
Algumas unidades, principalmente as que oferecem cursos com perfil profissionalizante - engenharia, medicina, odontologia - têm recorrido aos temporários porque não precisam tanto de pesquisadores. Redução - O presidente da Comissão de Claros acredita que a falta de professores deve diminuir nos próximos anos. Sua crença se baseia na tendência de redução do número de aposentadorias na USP. Se em 1997 e 1998 a universidade perdeu 400 professores, no ano passado houve só 25 aposentadorias.
Uma proposta para reduzir o déficit é não exigir o título de doutor como qualificação mínima para o ingresso do docente na instituição. "Em algumas áreas novas não existem doutores ainda. Como é que vou encontrar um doutor em web design?", questiona Jair Borin, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da USP
referindo-se ao profissional que cria páginas na Internet. (M.A.)





