Universidade prevê aumento do custo para manter livros
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quinta-feira, 03 de março de 2005
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) gasta R$ 24 mil anuais com o reparo de livros danificados. A expectativa é de que a intensificação dos trabalhos do Conselho de Direitos Autorais aumente este custo consideravelmente. Para a diretora do sistema, Sueli Bortolin, a procura por livros vai aumentar, junto com o acréscimo no volume de danos às edições. A diretora, porém, concorda com o rigor nas fiscalizações por respeito à Lei de Direitos Autorais, mesmo acreditando que a universidade pode passar a não atender à demanda gerada pelos 16 mil alunos da instituição.
No ano passado, 1.596 volumes foram reparados na biblioteca, com recursos gerados pelas multas aplicadas por atrasos na entrega dos exemplares. ''São danos causados pelo uso frequente. Com certeza, este número seria maior se uma eventual proibição às cópias fosse sancionada. A procura pelos livros originais aumentaria'', afirmou.
A avaliação de Sueli é de que o acervo da universidade, hoje com 173 mil exemplares, não vai atender de forma ideal às necessidades dos alunos. ''As cópias, nestes casos, ajudam muito. Nas turmas de Direito, por exemplo, o ideal seria que cada estudante tivesse acesso a um exemplar, um índice praticamente impossível de ser alcançado'', afirma. O respeito à Lei de Direitos Autorais, no entanto, é tomado com rigor pela diretora, que inclusive já se viu obrigada a recusar doações de cópias de livros raros para manter o dever de propriedade. ''É uma questão ética. Somos uma universidade pública e o exemplo deve partir de nós''.
Através de convênio firmado no ano passado com o Ministério da Educação, o Sistema de Bibliotecas deve adquirir até julho 13 mil exemplares, contemplando principalmente os cursos com maior número de aprovados pelo sistema de cotas sociais. ''Estamos tentando ajudar os alunos teoricamente mais desfavorecidos. Se eles não podem fotocopiar os livros, terão que ter acesso a eles'', explica.


