Universidade oferece tratamento para mulheres com disfunções sexuais
São Paulo, 25 (AE) - A Universidade Federal de São Paulo criou um novo ambulatório que vai oferecer tratamentos para mulheres com disfunções sexuais. O serviço, chamado de Ambulatório de Sexualidade Feminina, foi montado depois de profissionais da universidade notarem o grande número de mulheres com queixas de problemas relacionados ao desempenho sexual. Em dois meses de funcionamento, mais de 60 pacientes já recorreram ao serviço.
"A desinformação sobre temas ligados à vida sexual ainda é muito grande", afirma a coordenadora do serviço, a ginecologista Rosana Durões Simões. Segundo ela, as queixas mais frequentes são dificuldade em chegar ao orgasmo e vaginismo, distúrbio em que mulheres apresentam fortes dores durante a penetração. O tratamento é feito com base em terapia de grupo, medicamentos e palestras.
"Em muitos casos, apenas algumas explicações já são suficientes para a paciente resolver os problemas", afirma Rosana. A ginecologista explica que a dificuldade em chegar ao orgasmo pode ser consequência de doenças, como distúrbios da tireóide ou disfunções hormonais. Essas doenças e o uso de alguns remédios diminui a lubrificação vaginal, dificultando o orgasmo. "Há pacientes que chegam aos 60 anos sem nunca ter alcançado prazer durante uma relação" conta.
Rosana conta que as pacientes ainda têm vergonha em relatar suas dificuldades. Segundo ela, a maior parte das mulheres que recorre ao serviço tem entre 30 e 45 anos. "A grande maioria já passou por vários profissionais, sem nunca ter contado a verdadeira razão de ter procurado um médico", diz Rosana.





