Universal Tabacos investirá R$ 100 milhões no Sul
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 1 (AE) - A Universal Leaf Tabacos, com sede em Santa Cruz do Sul (RS), vai investir R$ 100 milhões nos três estados da Região Sul até o ano 2002, sendo 80% no Rio Grande do Sul. Os aportes serão feitos com recursos próprios e vão permitir a ampliação do volume de processamento de fumo da média de 130 mil toneladas nas três últimas safras para 160 mil toneladas daqui a quatro anos. O número de produtores integrados também vai crescer dos 37 mil atuais para 42 mil.
O plano de investimentos foi apresentado hoje pelo presidente da empresa, Robert Jones, ao governador Olívio Dutra (PT). Segundo o superintendente, James Weigel, a estimativa é que o faturamento passe dos R$ 550 milhões projetados este ano para R$ 1 bilhão em 2002.
A Universal é a maior exportadora do Rio Grande do Sul, com 80% de sua produção vendidos para 50 países, incluindo Europa e Estados Unidos, onde fica a matriz da companhia.
Dos aportes totais, R$ 45 milhões serão destinados à expansão das unidades industriais instaladas em Santa Cruz e no município de Venâncio Aires, que somam 160 mil metros quadrados de área construída e serão ampliadas para 185 mil metros quadrados. Outros R$ 55 milhões serão aplicados a projetos de aumento de produção junto aos fumicultores.
Deste valor, R$ 35 milhões serão empregados no Rio Grande do Sul, onde estão 19 mil dos 37 mil pequenos produtores vinculados hoje à empresa. Com o aumento do número de integrados para 42 mil, a previsão de Weigel é que sejam abertas 10 mil novas oportunidades de trabalho no campo.
O superintendente explicou ainda que R$ 24 milhões serão investidos já este ano no estado, sendo R$ 17,4 milhões nas duas plantas de processamento e R$ 6,6 milhões nas lavouras.
De acordo com Weigel, a empresa pagou R$ 280 milhões para a aquisição de fumo este ano na região Sul, dos quais R$ 160 milhões no Rio Grande do Sul. A produtividade ficou acima do esperado e resultou em uma safra de 144 mil toneladas, mas 95% da produção da Universal já estão colocados, disse o executivo.
Ele acrescentou que embora o projeto de investimento global estabeleça uma meta de 160 mil toneladas processadas em 2002, para o ano que vem a intenção é reduzir o volume para 120 mil toneladas. O motivo é o excesso de oferta no mundo e a consequente redução de preços no mercado internacional.
Conforme o superintendente, as cotações médias do produto caíram de US$ 3.30 para US$ 2.60 entre 1998 e 1999.


