Uniformes ficam 'encalhados' em escolas de Londrina
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segunda-feira, 05 de agosto de 2013
Lucas Emanuel Andrade - Redação Bonde 
Cerca de 16 mil peças de uniformes estão encalhadas nas escolas municipais de Londrina. O material foi comprado ainda na gestão do ex-prefeito cassado Barbosa Neto (PDT) e foi alvo de uma ação civil pública do Ministério Público.
Em entrevista ao portal Bonde, a secretária de Educação, Janet Thomas, explicou que o material está sub júdice. Parte está armazenado na secretaria e o restante espalhado pelas escolas onde foi distribuído. "Estão sob nossa guarda. Não podemos entregar para os alunos".
Janet disse que a secretaria tenta na justiça autorização para guardar os uniformes em um único depósito. Ela admitiu que existe o risco de o material não pode ser aproveitado.
"Sempre existe o risco de estragar e isso é de responsabilidade de cada diretor. Eles reclamam justamente por isso. As escolas não têm locais adequados para armazenar. O material atrapalha e eles reclamam dessa responsabilidade".
A secretaria relatou que parte dos uniformes, ao final do processo, será devolvida para as empresa de onde foi adquirido. Como a prefeitura não efetuou o pagamento, foi feito o estorno da compra.
Janet descartou a possibilidade de nova aquisição de novos uniformes, já que não há previsão no orçamento e não é prioridade da pasta. "No momento estamos dando atenção para a construção de novas escolas", complementou.
Ex-prefeito e mais 22 denunciados
Em dezembro do ano passado, o ex-prefeito Barbosa Neto e mais 22 pessoas foram denunciadas pelo superfaturamento na compra dos uniformes escolares. Além de Barbosa, foram acionados ex-secretários municipais e diversas empresas de confecções
Conforme o Ministério Público, as investigações apontaram a existência de uma organização criminosa com a finalidade de obter lucros ilícitos às custas do erário, mediante o pagamento de propinas a agentes públicos. Nos cálculos da Promotoria, a fraude gerou o enriquecimento ilícito de agentes públicos no valor total de R$ 589.613.00. Causou lesão ao erário no valor de R$ 9.425.339, destacando-se que desse valor, R$ 4.529.622 referiram-se aos superfaturamentos em licitações.


