Unificação é reivindicada antiga
Curitiba- A notícia da assinatura do Decreto nº 5.154 foi comemorada pela chefe do Departamento de Educação Profissional da Secretaria de Educação do Paraná, Sandra Regina de Oliveira Garcia. Ela diz que é uma antiga reivindicação a volta da integração do ensino médio e profissionalizante. ''Pedimos que a relação trabalho e educação não fosse desvinculada'', explica.
Nas 64 escolas paranaenses que aderiram este ano ao modelo funcionam 12 diferentes cursos profissionalizantes, entre eles magistério, meio ambiente, florestal, agropecuária, eletromecânica. Uma diferença entre o ensino médio profissionalizante e o curso médio é a duração. O primeiro demora quatro anos (exceto os de período integral, que levam três anos) e o segundo, três anos. O curso técnico, após o término do ensino médio, pode durar de um ano e meio a dois anos.
Segundo Sandra Garcia, a novidade será levada para outras escolas estaduais em 2005. Além do Paraná, dois estados se comprometeram com o MEC para implantar essas mudanças a partir do ano que vem: Santa Catarina e Espírito Santo.
O Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL) é uma das instituições que implantou o curso de magistério integrado ao ensino médio. Segundo a diretora da escola, Sandra Regina Rodrigues do Amaral, a novidade teve bastante procura e lotou oito turmas distribuídas nos períodos da noite e manhã. São aproximadamente 250 alunos. ''Já tem grande procura para o ano que vem'', comenta a diretora.
Sandra do Amaral lembra que as opiniões sobre a validade da integração do ensino médio e profissionalizante são bastante divergentes entre professores. ''A maioria do meu grupo entende que o ensino profissionalizante após o ensino médio é melhor. O aluno tem mais maturidade para aproveitar a parte técnica'', afirma. (A.D.C.)





