São Paulo, 14 (AE) - Para ampliar o atendimento e evitar que pacientes com distúrbios psiquiátricos sejam afastados do convívio social, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) inaugurou no dia 9 o hospital-dia do Departamento de Psiquiatria. A nova unidade atende de 20 a 30 pacientes simultaneamente, vindos da internação do Hospital São Paulo (HSP) e outros hospitais da região, doentes em crise atendidos pela enfermaria psiquiátrica da Unifesp ou no pronto-socorro do HSP.
O hospital-dia, modalidade de atendimento intermediária entre a internação e o ambulatório, foi apontado como uma das principais propostas do projeto de lei sobre assistência na área de saúde mental, aprovado no início do ano pelo Senado. O reflexo da abertura dessas vagas sobre os leitos de internação ainda não pode ser medido, conforme explicou um dos coordenadores do projeto, o professor Antônio Carlos Cintra. "A vantagem do hospital-dia é que ele amplia o arsenal de recursos do Departamento e é um espaço para o aperfeiçoamento dos profissionais e alunos da Unifesp e para a pesquisa de novos procedimentos e tratamentos."
Permanência - Nesse modelo de atendimento, o paciente permanece na unidade durante o dia, de segunda a sexta-feira, recebendo cuidados especiais e, no fim da tarde, volta para casa. Na Unifesp, o atendimento será feito por 15 profissionais, entre médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e enfermeiros. Há também projetos para ensino voltados aos estudantes de graduação da universidade.
Para Cintra, a maior peculiaridade do hospital-dia psiquiátrico é a articulação dessa modalidade de atendimento a várias ações terapêuticas, com novos referenciais da psiquiatria biológica, da psicanálise e outras áreas, resultando num tratamento mais integrado que inclui a família do doente. "Isto otimiza os recursos que os pacientes têm para levar uma vida familiar, social e até profissional", garante o professor.

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