Unidades de Londrina ficam sem Tamiflu
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quinta-feira, 06 de agosto de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Londrina - Menos de dois dias depois de a Secretaria Municipal de Saúde anunciar a descentralização do antiviral Tamiflu pelos hospitais, centro de referência da gripe e unidades básicas de saúde 24 e 16 horas, o medicamento pode voltar a ter a sua distribuição centralizada pela Vigilância Epidemiológica. Isso ser houver a falta do medicamento. No final da tarde de ontem, o secretário de Saúde, Agajan Der Bedrossian, afirmou à FOLHA que o município já estava com falta do antiviral em algumas unidades e aguardava a chegada de medicamentos.
Segundo antecipou o secretário, se houver a falta do antiviral a Saúde voltará a centralizar a distribuição. Precisamos que chegue ainda hoje, reforçou. O diretor da 17ªRegional de Saúde, Adilson Castro, garantiu à reportagem da FOLHA que caixas do antiviral foram disponibilizadas no início da noite de ontem ao município quantidade suficiente para 200 tratamentos. Ainda tínhamos estocados uns 200 tratamentos, ou seja, agora temos pelo menos uns 400, é um número tranquilo, disse.
As informações sobre o procedimento para a aquisição do antiviral tem confundido a população. Um homem de 46 anos, que preferiu não ser identificado, disse que enfrentou dificuldades para obter o remédio, mesmo após ter obtido receita da pneumologista que o atendeu na rede particular. Ele conta que apresentou febre de 37 graus e procurou a médica imediatamente.
Mesmo descartando a possibilidade de contaminação pelo vírus H1N1, a médica receitou o Tamiflu porque o paciente é hipertenso e sofre de bronquite asmática, considerado integrante de grupo de risco.
Por não ter conseguido o medicamento em hospitais da cidade, ele foi encaminhado ao Centro de Referência de Gripe A, que funciona no Pronto Atendimento Municipal (PAM). Lá também não teve acesso ao remédio. O paciente acrescentou que, ao chegar no local, foi informado que a demora para atendimento poderia ser de até seis horas. O que deveria ser feito é que os médicos de casos de risco poderiam pedir o medicamento. Isso é o mínimo, criticou.
O secretário explicou que os médicos da rede particular podem solicitar o remédio diretamente à Vigilância Epidemiológica, preenchendo documentos que comprovam a necessidade do paciente em receber o antiviral para que não ocorra congestionamento no Sistema Único de Saúde.
Até o final da tarde de ontem, Londrina contava com 95 pacientes internados em hospitais com suspeita da gripe A. Pelo menos 11 casos foram confirmados e duas mortes foram registradas na cidade, envolvendo pacientes oriundos de Curitiba e Ibiporã. (Colaborou Fernando
Rocha Faro)


