Curitiba- A fila de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para transplante de medula óssea no Paraná deve diminuir, em breve, com o início da operação da Unidade de Terapias Oncológicas Especializadas, inaugurada, ontem, no Hospital Erasto Gaertner, centro de referência no tratamento de câncer, em Curitiba. A nova unidade irá atender pacientes que precisam de altos cuidados médicos e de enfermagem e tem o dobro de leitos antes disponíveis para transplante.
O superintendente do Hospital Erasto Gaertner, Flávio Tomasich, explicou que a unidade agrupará dois tipos de tratamento: a iodoterapia -geralmente, empregada em pacientes com câncer de tireóide- e o transplante de medula. Segundo ele, muitos dos pacientes que precisam do transplante, precisam antes ser submetidos à iodoterapia. ''A unidade cuidará de doenças diferentes, mas que exigem os mesmos cuidados médicos'', esclareceu.
Por enquanto, somente o Hospital de Clínicas (HC) faz, em Curitiba, o transplante de medula óssea pelo método alogênico (com doador aparentado ou do banco de medula). O Erasto Gaertner, informou Tomasich, fez três procedimentos desse tipo, no ano passado, para poder solicitar o credenciamento pelo SUS no Ministério da Saúde e está aguardando a liberação. O hospital realiza apenas o transplante autólogo em que as células são retiradas do próprio paciente.
Segundo Tomasich, há uma demanda reprimida de pacientes do SUS que precisam do transplante e acabam sendo encaminhados para São Paulo em busca do tratamento. São cerca de 15 pessoas por mês, informou. A nova unidade do Erasto Gaertner -onde foram investidos perto de R$ 250 mil- tem seis leitos, podendo estender sua capacidade para oito pacientes. A expectativa é realizar 40 transplantes por ano, a partir do credenciamento.

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