Londrina - Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da região oeste visitada pela reportagem, o alvo dos criminosos são os refletores que deveriam iluminar o estacionamento do prédio. Por diversas vezes eles foram trocados, e por diversas vezes foram destruídos. Resultado: há mais de um ano o estacionamento da unidade está no escuro.
Além dos refletores, de acordo com a diretora do posto, que pediu para não ser identificada, as vigas de concreto existentes nos muros que cercam a construção são retiradas para facilitar a entrada de usuários e traficantes de drogas, durante a noite. "Os cartazes com informações à população que colocamos na entrada da unidade também são frequentemente rasgados ou retirados", informou.
Também na Biblioteca Pública Municipal o comportamento de destruição está presente. Praticamente todos os dias há exemplares com páginas arrancadas, rasgadas ou molhadas. Trechos grifados também são recorrentes, principalmente em livros de autoajuda. "Certa vez houve o caso de um romance, exemplar único, que teve as últimas páginas arrancadas pelo usuário, e não conseguimos outro para fazer a reposição", explica a técnica do setor de empréstimo Meire Terezinha Queiroz Soares.
No setor de restauração da biblioteca, cerca de 75 livros são recuperados por mês, pelas mãos de duas funcionárias. "Mas dependendo do caso, o trabalho é impossível, exigindo do usuário a reposição do exemplar", esclarece Ana Maria Ventura, coordenadora de Processamento Técnico e Desenvolvimento de Acervo da biblioteca.
Em uma das praças mais emblemáticas de Londrina, a Tomi Nakagawa, no Centro, a situação também é desoladora. Apenas um dos bancos ainda tem assento, todas as luminárias baixas estão sem luz e um grande bloco de granito com os nomes de alguns dos imigrantes japoneses homenageados foi retirado, sem falar nas pichações. (S.L.)

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