Unicamp reprova cintos de segurança para crianças
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terça-feira, 19 de agosto de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Testes realizados pela Faculdade de Engenharia da Universidade de Campinas (Unicamp) constataram que os cintos de segurança infantis à venda no mercado não cumprem o seu papel: manter firme a criança no assento em caso de colisão. Os ensaios foram iniciados depois que o engenheiro mecânico e especialista em segurança veicular Marcus Romaro, aluno de mestrado da Unicamp, viu uma reportagem na televisão mostrando os cintos como ''salvação para os pais que não conseguiam fazer os filhos sentarem na cadeirinha no carro''.
Romaro diz que ficou assustado, já que um dos requisitos dos cintos de segurança e dos air bags é atuarem na retenção. Segundo ele, no entanto, os cintos não retêm, permitindo que as crianças fiquem até deitadas no banco do carro. Esse tema acabou se tornando sua tese de mestrado. Esses cintos só existem no Brasil e a idéia foi baseada nos cintos para cachorro, legalizados no mundo todo. ''Só que, para os animais, os cintos têm outra função, que é não deixá-los fugir.'' O professor Celso Arruda, coordenador do mestrado, entrou com representação no Ministério Público contra os fabricantes.


