Campinas, SP, 17 (AE) -Professores e funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fazem assembléia amanhã (18) para votar o indicativo de greve por tempo indeterminado. Os líderes das duas categorias defendem a greve caso não seja atendida a reivindicação de aumento salarial de 25% a partir desse mês e mais 7% no segundo semestre. O reajuste de 7%, proposto na última sexta-feira pelo Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), foi rejeitado pelos professores e funcionários.
"A proposta dos reitores é insuficiente", afirmou hoje o presidente da Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp), José Vitório Zago. Segundo ele, professores e funcionários da Unicamp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) não aceitam um reajuste inferior a 25%. "Seriam números que colocariam os salários nos mesmos patamares de maio de 95", disse.
Na quarta-feira (19), comissões representando professores e funcionários das três universidades voltam a se reunir, em São Paulo, com os reitores. "Se não houver modificação na contraproposta, é quase certo que haverá greve", disse Zago. Segundo ele, na assembléia de amanhã (18) a Adunicamp e o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp defenderão a proposta de paralisação, caso o impasse permaneça.
A decisão dos professores e funcionários da Unicamp será levada para apreciação do Fórum das Seis, que reúne sindicatos de trabalhadores e docentes das três universidades estaduais. A Unicamp tem 8.400 funcionários e 1.900 professores. "Caso haja greve, o movimento vai afetar as três unidades, porque nossa campanha é unificada", disse Zago.

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