União rende frutos no Jardim Petrópolis
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Uma infestação de caramujos africanos, fezes de animais de estimação espalhadas pelas ruas, insegurança. A lista de problemas era diversificada, mas as soluções surgiram a partir de uma iniciativa simples e eficaz: a união.
As mudanças ocorreram no Jardim Petrópolis, na Zona Sul de Londrina. O bairro ganhou uma nova cara desde que foi criada a Rede de Desenvolvimento Local, um projeto do Serviço Social da Indústria (Sesi) e da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), cujo objetivo é incentivar a união dos moradores para buscar soluções para os problemas da comunidade.
Na noite de ontem, os moradores do Petrópolis fariam uma reunião no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora das Graças para apresentar e celebrar as conquistas obtidas pela rede.
Em um ano e meio de atividade, a rede proporcionou conquistas como o extermínio da praga dos caramujos, a conscientização de donos de animais para manter o bairro limpo e o projeto Vizinho Solidário, que consiste na vigilância constante de cada morador para garantir a segurança de todos. E o grupo tem outras metas, como reivindicar melhorias na limpeza, podas de árvores, iluminação e trânsito do bairro.
''Precisamos unir todos os moradores do bairro para lutar pelas melhorias pelo bem de todos'', comentou o professor aposentado Rogério Marquezini, participante ativo da rede. Ele acrescenta que o grupo é apolítico e não possui um presidente para definir as ações do grupo.
O fato de o Jardim Petrópolis não possuir uma associação de bairro foi apontado pela articuladora da rede de participação política da Fiep/Sesi, Gislane Syllos, como um dos motivos para o sucesso de sua rede de desenvolvimento local. ''Como não havia uma associação, os próprios moradores se viram em uma situação de responsabilidade para fazer algo para mudar o bairro'', disse.
Segundo Gislane, o projeto começou simultaneamente em 86 bairros, mas apenas 32 continuam bem atuantes. Outros bairros citados que possuem um trabalho exitoso são o Jardim dos Bancários, o Parque das Indústrias Leves, o Jardim do Sol, Interlagos, o Jardim Tókio e o Centro da cidade.
''Queremos que as pessoas sejam protagonistas de suas ações e que realizem o planejamento estratégico para chegar aos seus objetivos'', projetou. Ela diz que o objetivo do projeto foi desenvolver os locais a partir dos bairros.
A comerciante Maria Madalena Lúcio foi uma das primeiras a integrar a rede de desenvolvimento local. ''No início éramos apenas quatro pessoas e depois fomos ampliando'', comentou. Outro integrante da rede, o comerciante aposentado Luiz Carlos Pimenta Ferreira, diz que hoje existem mais de 220 casas que aderiram ao programa Vizinho Solidário.
A professora aposentada Marli Ideriha Modeduti diz que a segurança do bairro melhorou bastante desde a implantação da rede. ''Eu, que já fui roubada à mão armada aqui no bairro antes da implantação da rede, sinto que melhorou bastante. A cobrança do grupo pela melhoria das rondas da Polícia Militar e da Guarda Municipal também surtiram efeito e hoje o número de delinquentes na região diminuiu.'' Outra conquista da rede foi a academia ao ar livre, obtida com recursos de um colégio particular do bairro.


