União investe no setor de café expresso
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segunda-feira, 13 de setembro de 1999
Por Rosângela Capozoli 
Rio de Janeiro, 14 (AE) - O café Torrefato, último lançamento da companhia União, foi feito há quatro anos e o resultado desatroso. Nem bem chegou a esquentar nas prateleiras dos supermercados e já saiu de linha. Passado o susto a empresa renovou as forças e decidiu investir num segmento promissor: o de cafés expressos.
Desta vez, promete não fazer feio. O café expresso União, como foi batizado, está sendo lançado na 33ª Feira da Abras 99 e a meta é conquistar 5% deste segmento no próximo ano e dobrar o percentual no seguinte, gerando uma receita da ordem de R$2 milhões.
O mercado de expressos movimenta hoje mil toneladas/ano, gerando uma receita em torno de R$50 milhões. Informações do mercado, apontam que o café expresso representa 2% do mercado total de café, que soma R$ 2 bilhões.
"O segmento vem crescendo entre 10% e 15% ao ano", afirma Paulo de Castro Freitas, gerente de marketing. Guardadas as proporções, no ano 2010 a União estará comercializando 10 mil toneladas de café expresso.
Líder no mercado brasileiro de café torrado e moído com as marcas União, Caboclo e Pilão, com 20% de participação, a empresa trabalhou cerca de um ano no desenvolvimento do produto para chegar a uma combinação de blend e torra que garantam a cremosidade. "Foram investidos R$ 300 mil neste processo", conta Castro de Freitas.
"O brasileiro está descobrindo e apreciando o café expresso, tornando-se cada vez mais exigente quanto a qualidade e aroma", afirma Sidnei Rosa, gerente geral de comercialização da União.
Além do expresso União a empresa já prepara mais dois lançamentos no mercado de café até o final deste ano. "Para o ano 2000 teremos mais três novos lançamentos", adianta.
Neste ano a companhia União aumentou os investimentos 50% sobre o anterior, desembolsando R$ 15 milhões, que serão absorvidos em desenvolvimento de produtos e marketing. Em 98 a União obteve uma receita de R$ 900 milhões. O grupo Cooperçucar faturou R $2,7 bilhões. "A estimativa é repetir a mesma cifra neste ano", afirma.


