Bruxelas - Portugal e o Reino Unido são os únicos países com programas específicos de erradicação da pobreza infantil, apesar de existirem 17 milhões de crianças pobres na União Européia (UE).
A Rede Européia para as Crianças (Euronet) e o Fórum Europeu para a Proteção da Infância (EFCW), duas das principais redes de organizações dedicadas aos direitos das crianças na Europa, anunciaram ontem, num seminário no Parlamento Europeu, que existem 17 milhões de crianças pobres na UE, ou seja, 21% da população infantil.
Apesar de os dados que constam dos relatórios das duas organizações não serem recentes, Reino Unido, Irlanda e Itália eram, em 1996, os países da UE que registravam as maiores taxas de pobreza infantil, com 25%, 24% e 23%, respectivamente. Seguiam-se Espanha e Portugal, com taxas muito aproximadas.
O relatório declara que Portugal tem como objetivo acabar com a pobreza infantil até 2010, enquanto o Reino Unido espera suprimi-la apenas em 2020.
No que diz respeito ao acesso à educação, um dos aspectos mais importantes da exclusão social, o relatório aponta Portugal e Grécia como os países onde os jovens vão menos à escola.
Quanto à prevenção dos riscos de exclusão social, a Euronet ressalta que a família e a comunidade são os principais suportes contra a pobreza e a exclusão social, pelo que se deve considerar como crucial a adoção de medidas que visem a preservação da solidariedade familiar.

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