Brasília - O representante da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Jorge Werthein, prometeu ontem ao ministro da Educação, Cristovam Buarque, total apoio ao projeto do governo de zerar o analfabetismo no País. ''Vamos dar o apoio técnico e financeiro sem limitações'', comprometeu-se o dirigente da Unesco que defendeu também a co-responsabilidade do setor privado, principalmente no financiamento da capacitação de alfabetizadores.
Werthein adverte que, sem a mobilização da sociedade, o governo não terá sucesso. Para ele, o governo precisará envolver a sociedade e a mídia de forma semelhante à época do apagão. ''Abolir o analfabetismo'' no País, avaliou, é uma tarefa complicada porque a população a ser beneficiada está dispersa, mora no Nordeste ou nas periferias urbanas e, em geral, têm mais de 50 anos de idade.
O representante da Unesco ressaltou que o Brasil já conta com uma das variáveis necessárias para acabar com o problema que é a ''decisão política firme por parte do governo Luiz Inácio Lula da Silva''. Werthein está satisfeito que o atual governo dê prioridade à eliminação do analfabetismo.
Buarque tem feito uma perigrinação pedindo apoio de vários setores. Esta semana, ele conversou com a União Nacional dos Estudantes e, quarta-feira, acertou com Associação Nacional dos Centros Universitários a criação de 65 núcleos para formar alfabetizadores ou trabalhar diretamente com a comunidade.

mockup