Brasília, DF- O Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ), criado recentemente no Brasil para medir as condições de vida dos jovens, foi lançado mundialmente ontem, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em Paris. Diversos países querem utilizar o índice como parâmetro para o desenvolvimento de suas políticas públicas de juventude.
O IDJ foi definido a partir de indicadores sociais relacionados à educação, saúde e renda dessa camada da população, através de dados coletados pelas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos Ministérios da Educação e da Saúde. A partir deste índice, será possível monitorar e avaliar o impacto e a incidência das políticas públicas dirigidas à juventude.
A criação de um indicador social para os jovens partiu do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do escritório da Unesco em Pernambuco. Ele chefiou a equipe responsável por um relatório segundo o qual o analfabetismo entre os jovens brasileiros é mais baixo em Santa Catarina e Amapá, com 1% apenas, e mais alto em Alagoas, com 15,4% dos que estão na faixa de 15 a 24 anos. Dos estudantes, apenas 29,2% cursam o ensino médio ou superior. Alagoas apresenta o pior índice, 16,2% de jovens matriculados. O melhor desempenho é do Distrito Federal, 37,7%. Em renda familiar per capita, o jovem do Distrito Federal também tem a melhor situação, com média de dois salários mínimos e meio, contra 0,73, que é o que recebe o trabalhador dessa faixa etária em Alagoas.
Segundo o relatório, as mortes causadas pela violência reduziram a expectativa de vida do jovem, principalmente em Roraima, Pernambuco e Rio de Janeiro, que já superam a marca de 120 óbitos em cada grupo de 100 mil habitantes.

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